"Influenciado pela leitura de "O Ensaio Sobre a Dádiva", "A Noção de Despesa", que precede e origina o livro, sustenta que o consumir, e não o produzir, que o despender e não o conservar, que o destruir em vez de construir, constituem as motivações primeiras da sociedade humana. Reinvertendo o princípio axiomático da primazia da produção sobre o consumo, Bataille traz para a interpretação da economia as análises que privilegiam as formas de circulação e que não se traduzem em medidas de valor. Ao sistematizar sua teoria geral da circulação da energia sobre a terra, sempre numa espiral ascendente que dá o caráter de nossa sociedade, Bataille revela a influência da idéia de dádiva, onde ele nos mostra que existem outros princípios de troca fundadores da sociedade, onde impera a qualidade, como o sacrifício ritual, e que nos vinculam ao que está além do humano. Rejeitando as teorias de Keynes, bem como o marxismo de juventude, Bataille construiu seu pensamento insistindo na hipótese de uma abundância inevitável e inaceitável no mundo, cuja acumulação conduz a morte."
Estou a ficar sem tempo para decidir o que vou fazer com a minha publicação individual, mas achei que esta explicação sobre as ideias do Bataille, era interessante... i.e. 'análises que privilegiam as formas de circulação e que não se traduzem em medidas de valor' ou 'excess is the predicate on which all relationship is built.' Gostava de retirar alguma coisa daqui... sera que e apropriado? ideal seria escrever um texto, mas não investiguei o suficiente para poder escrever absolutamente nada!
Monday, 15 March 2010
Sunday, 14 March 2010
Against Interpretation
"Today is such a time, when the project of interpretation is largely reactionary, stifling. Like the fumes of the automobile and of heavy industry which befoul the urban atmosphere, the effusion of interpretations of art today poisons our sensibilities. In a culture whose already classical dilemma is the hypertrophy of the intellect at the expense of energy and sensual capability, interpretation is the revenge of the intellect upon art."
Estive hoje a ler o Against Interpretation da Susan Sontag a propósito de um tema de discussão da palestra de ontem. O M.Moura estava a dizer que o self publishing era uma moda entre os designers gráficos, tal como ser DJ o tinha sido anos 90 e 00. Disso passou-se a falar da recente/aparente obcessão generalizada do mundo da arte e do design com a linguagem verbal e com a escrita como meio de expressão, dando como exemplos no design/arte o trabalho do Stuart Bailey e o Will Holder. Foi aí que a Isabel falou no que ela pensa ser o problema da "de-sensualização" e na hiper-intelectualização da arte. Achei que esta quote era apropriada.
Estive hoje a ler o Against Interpretation da Susan Sontag a propósito de um tema de discussão da palestra de ontem. O M.Moura estava a dizer que o self publishing era uma moda entre os designers gráficos, tal como ser DJ o tinha sido anos 90 e 00. Disso passou-se a falar da recente/aparente obcessão generalizada do mundo da arte e do design com a linguagem verbal e com a escrita como meio de expressão, dando como exemplos no design/arte o trabalho do Stuart Bailey e o Will Holder. Foi aí que a Isabel falou no que ela pensa ser o problema da "de-sensualização" e na hiper-intelectualização da arte. Achei que esta quote era apropriada.
Wednesday, 10 March 2010
The Garden Party and Other Stories
"From her [Katherine Mansfield] family's point of view, however, her superior London education was not at all meant to lead to a career (...) and in December 1906, at eighteen, she returned according to plan to New Zealand. As it turned out, it was too late: she had become a native of elsewhere. In the words of biographer Claire Tomalin 'something more than the sense of being at home in Europe was stamped on her... this was the habit of impermanence. The hotel room, the temporary lodging, the sense of being about to move on, of living where you do not quite belong, observing with a stranger's eye - all these became second nature to her'"
(Introduction)
(Introduction)
Tuesday, 23 February 2010
The Catcher In The Rye

Hoje vi o artigo na dot dot dot 8 sobre o blurb daquelas reviews manhosas que aparecem nas contra-capas dos livros. É super cómico a cena de ele ter passado horas na Barnes and Noble a apontar os blurbs todos, e chegar à conclusão que o The Catcher In The Rye é a obra mais referenciada. Nem me lembro de ouvir falar deste livro do S.D. Salinger (ups), nem do tal antihero Holden Caulfield... Mas pronto, a ideia dele para o projecto foi super naice!
Monday, 22 February 2010
Reading: A Social-physiological Outline
"The enumeration which follows is an outline typology of the situations in which we read; it doesn't answer merely to the pleasures of enumerating. I fancy it might prefigure a global description of the activities that go on in towns today. Into the intricate network of our daily rhythms are everywhere inserted odd moments, scraps and intervals of reading time. It is as if, the imperatives of the timetable having expelled us from our own lives, we were remembering the days when, as children, we spent ours Thursday afternoons sprawled on a bed in the company of the three musketeers or the children of Captain Grant, and reading had come to slide surreptitiously into the fissures and interstices of our adult lives."
eheh, alguem devia fazer um reader sobre reading
eheh, alguem devia fazer um reader sobre reading
Saturday, 13 February 2010
The Bed
"It was lying down on my bed that I read Twenty Years After, The Mysterious Island and Jerry on the Island. The bed became a trapper's cabin, or a lifeboat on a raging ocean, or a baobab three theatened by fire, a tent erected in the desert, or a propitious crevice that my enemies passed within inches of, unavailingly."
naice :)
naice :)
Sunday, 31 January 2010
ARC 13
Estou mais ao menos a meio da ARC13, e estou a gostar... especialmente dos artigos pequenos, por serem constribuições soltas, representativas dos pensamentos e dos interesses momentâneos de cada um. Agora que estou a chegar a meio, li finalmente o editorial da Chloe King, em que ela diz que a ARC13 é sobre os dez minutos durante os quais ela pensou que sabia para onde estava a ir, imediatamente antes de se aperceber que não tinha ouvido uma única palavra das indicações que lhe tinham sido dadas por um estranho na rua, e que estava efectivamente perdida. Achei que havia qualquer coisa super catita no que ela escreveu, não sei bem oquê... até porque não consegui, até agora, ligar o editorial de nenhuma forma à sequência de artigos que li até agora da revista... talvez me venha a aperceber mais à frente da ligação, e de que modo é que os artigos se relacionam com os tais dez minutos em que ela pensou que sabia, esse tal periodo de (in)consciencia. Também vi (já tinha reparado antes) que a revista tem duas capas, ou seja, é reversível... mas ainda não sei porquê! Realmente há um aspecto persistente em alguns artigos (não todos)... que é o tal estar convencido que sabes uma coisa, como quando andas anos a cantar a letra de uma música mal... e depois um dia alguém te diz que afinal é uma cena totalmente diferente... eheh... ou a história de como enquanto criança passas parte da tua vida a acreditar que há tuneis subterrâneos secretos por baixo da tua escola... e ficas desapontado quando te apercebes que afinal não havia tal coisa...
Bem vou continuar a ler
Bem vou continuar a ler
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